Multiplasingularidade

Um espaço singular e coletivo sobre o que é meu e que também diz respeito aos outros. Onde irei compartilhar os passos nessa trajetória que estou experienciando.

A crise das denominações

Bom depois da difícil, mas certeira decisão, me apego a detalhes bem sutis, porém de grande importância pra mim. Como o modo que vou chamar as benditas criaturas que irei atender…

Já na finaleira da primeira supervisão falei: _Tem uma coisa! Não quero chamar eles de pacientes, acho incoerente com tudo isso que estamos pensando, com toda essa idéia de movimento, inconsciente maquínico, paciente fica esquisito!

Hum e agora aiii Meu Deus meu supervisor concorda comigo, mas fala que às vezes, dependendo do ambiente temos que chamar assim pra sermos mais bem entendidos. Combinamos de pensar e falarmos sobre isso depois, mas eu como ansiosa que sou fiquei pensando nisso por horas e resolvi escrever pra organizar as idéias.

Me vieram à cabeça várias denominações: cliente, ator social, usuário, aii aii aiii paciente, quando penso em paciente imagino um pobre sujeito sentado em uma cadeira com uma caixa preta velha com um grande cadeado onde está escrito INCONSCIENTE e me imagino eu psicóloga com cara de paisagem, ostentando no pescoço em uma linda corrente “A CHAVE” como se apenas eu pudesse ter acesso ao que ele carrega dentro daquele espaço.

Cliente então ixi lembra logo dinheiro, relação de poder, ah não esse é pior ainda porque além de eu ter a chave eu vou vender ela. Claro nada contra as linhas teóricas que utilizam essa denominação e que tem inúmeros argumentos, que inclusive concordei com eles há algum tempo atrás, mas ainda não encaixou.

Tem ainda o ator, pois é, o termo é interessante, mas esse ai vai cair na boca do povo que adora uma novela, me imagino chegando na clínica-escola perguntando pra secretária: _ Meu ator já chegou? E ela diz com ar de riso: _ Qual deles? O Gianecchini? É não rola, acho que ator fica pra próxima!

Hum usuário… bom é o termo que estou mais familiarizada, devido ao estágio no CAPS ad, onde chamamos as pessoas que freqüentam o local de usuários do serviço, claro tem relação com a palavra uso, mas… Quem sabe sim, quem sabe não…quem sabe é o não saber que movimenta a criação.

Pensamentear e zás!!!


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