Multiplasingularidade

Um espaço singular e coletivo sobre o que é meu e que também diz respeito aos outros. Onde irei compartilhar os passos nessa trajetória que estou experienciando.

A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original (Albert Einstein)

Ai aii os feriados sempre são bem-vindos… depois de dormir por mais de 12 horas estou eu aqui lendo o livro Devires da Clínica do Saidón, no meio de uma parte que fala sobre conteúdos da psicanálise que resistem às inovações que o pensamento deleuziano traz, encontrei dois parágrafos que me fizeram pensar bastante, aí estão:

” O desejo como produção parecia incompreensível para as gerações de psicólogos que haviam construído seu pensamento a partir de uma concepção dialético-hegeliana do desejo e que faziam de sua falta a realização e consumação de um saber.

Estavam longe de poder se aproximar, com esses conceitos, do entendimento das novidades de produção subjetiva que inauguravam as novas suavidades e as novas sexualidades, os diferentes tipos de transvestismos, as novas posturas feministas, as patologias da contemporaneidade, drogadições, anorexias, síndromes de pânico, etc. Todas deviam passar pelo fórceps psicanalítico que, com grandes explicações, as reduziam a uma falta da metáfora paterna ou à uma negação da castração.”

Acho que o motivo desses parágrafos terem se destacado pra mim é devido aos trabalhos que escrevi, até o momento,  e algumas das leituras que fiz serem sobre a relação da delinquência e a função paterna…

O entendimento psicanalítico dessa relação fez sentido pra mim em algum momento, na verdade ainda faz mas o que consigo vislumbrar não só por algumas leituras e conversas recentes, mas também pela prática no CAPs, onde acabo entrando em contato com histórias de vida que trazem a questão da violência, perebo que existem inúmeras outras coisas que podem atravessar essa realidade além da função paterna. E entender apenas por um viés é minimizar o entendimento de um sujeito desconsiderando principalmente  o contexto que ele se insere e as demais relações que ele possui.

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