Multiplasingularidade

Um espaço singular e coletivo sobre o que é meu e que também diz respeito aos outros. Onde irei compartilhar os passos nessa trajetória que estou experienciando.

Código de Ética

Nesses últimos dias uma questão tem me preocupado no estágio, é em relação à ética nos atendimentos. Ética de forma bem ampla, pensando principalmente o código de ética do psicólogo e a necessidade da aplicabilidade dele nesse espaço da clínica-escola.

Já na apresentação do código fica clara a importância do mesmo quanto a, um cuidado não apenas com o sujeito que está ali em atendimento, mas também com a própria profissão no sentido que, ao ter um padrão de conduta acaba fortalecendo o reconhecimento social. Essas duas são minhas grandes preocupações no momento, pois além de perceber que quando um profissional, ou um estagiário se descuida dessa responsabilidade com o seu paciente ele não está apenas cometendo um ato de descuido com o paciente (que já é suficientemente grave) mas isso acaba tendo repercussão na figura do profissional, da instituição a qual ele está vinculado e da profissão como um todo.

Essa preocupação que tenho com a ética do psicólogo tem relação com algumas situações que ocorreram comigo, que observo, ou tomo conhecimento na clínica-escola onde alguns estagiários, de forma muitas vezes ingênua, acabam não tendo o cuidado necessário com o sigilo dos atendimentos. Claro que muitas vezes quando ficamos muito mobilizados com determinada informação temos vontade de dividir com alguém, ou com várias pessoas, mas essa é a diferença de um conteúdo que um paciente te traz e de uma fofoca de vizinhas. No caso da última não se tem grandes problemas ao contar e acaba dando, muitas vezes, uma sensação de alívio, de prazer ao contar. Mas quando se trata de algo que um paciente fala, em uma relação terapêutica deve-se ter cuidado para não divulgar, ou quando precisar falar seja em momento de supervisão, discussão de caso, ou de quebra de sigilo, esta deve ser feita em um lugar reservado para preservar a confidencialidade. Nos artigos 9 º e 10º do código do Psicólogo isso fica bastante claro

Art. 9 – É dever do psicólogo respeitar o sigilo profissional a fim

de proteger, por meio da confidencialidade, a intimidade das pessoas,

grupos ou organizações, a que tenha acesso no exercício profissional.

Art. 10 – Nas situações em que se configure conflito entre as

exigências decorrentes do disposto no Art. 9º e as afirmações dos

princípios fundamentais deste Código, excetuando-se os casos previs-

tos em lei, o psicólogo poderá decidir pela quebra de sigilo, baseando

sua decisão na busca do menor prejuízo.

Apesar de existirem outros princípios descritos no código, saliento a importância deste principalmente nesse momento de estágio, onde o estagiário muitas vezes não consegue dar conta dos conteúdos do paciente, angustiado acaba dividindo com outras pessoas, e não em um espaço próprio para isso como a supervisão. No caso dos supervisores estes segundo o artigo 17º, devem, informar, orientar e exigir de seus estagiários a observância dos princípios e normas do código.

Fui!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: